Inovações para evitar problemas com o peru assado

No Dia de Ação de Graças, os americanos consomem cerca de 46 milhões de perus. O segredo para servir uma ave perfeita é fazer com que a parte interna atinja a temperatura certa. Se ficar baixa demais, há risco de adoecer por consumir carne malcozida. Se ficar alta demais, a carne provavelmente ficará seca.

Aproximadamente trinta milhões de perus são vendidos anualmente com indicadores embutidos que saltam para fora e avisam ao cozinheiro quando a ave atinge a temperatura desejada. Atualmente, o mercado desses indicadores é dominado pela Volk Enterprises, fundada na década de 1950 por Anthony Volk. Quando voltou do serviço militar na Segunda Guerra Mundial, Volk começou a trabalhar numa instalação de processamento de perus. A experiência o levou a inventar diversos produtos relacionados às aves e, finalmente, a criar a empresa que leva seu nome.

Antes de inventar o indicador que salta, Volk trabalhou com o irmão Henry na criação de um dispositivo chamado Hok-Lok, usado para prender as partes do peru. A estrutura de arame, concebida para permanecer na ave até durante o cozimento, mantém as coxas junto ao peito e ajuda a deixá-lo com aparência mais volumosa. Basicamente, mantém a ave inteira reunida e com boa apresentação. Embora a empresa tenha aperfeiçoado o desenho e criado novos produtos de fixação com materiais diferentes, o Hok-Lok continua em uso.

Depois do Hok-Lok, Volk desenvolveu um termômetro para perus, mas não foi o primeiro a fazê-lo. Na década de 1960, um grupo do California Turkey Producers Advisory Board começou a pensar em como determinar quando um peru estava pronto, mas sem passar do ponto. O conselho recebia reclamações de que os perus ficavam secos demais, problema atribuído ao cozimento excessivo. O grupo começou a discutir formas de combatê-lo e teve a ideia de um termômetro que pudesse ser inserido na ave.

Em 1971, depois de criar protótipos de diferentes soluções, o grupo depositou uma patente para um “indicador térmico”, “particularmente adequado para indicar as temperaturas atingidas por um corpo aquecido, como um alimento [...]”. A inspiração veio dos chuveiros automáticos de teto usados contra incêndios, acionados quando atingem certa temperatura. O termômetro do peru possui quatro partes: uma cápsula tubular externa, uma peça interna que salta ao alcançar a temperatura adequada, uma mola e uma pequena quantidade de metal no fundo do tubo. A peça interna fica apoiada no metal, que é sólido antes do cozimento. Conforme o peru assa, o metal derrete, libera a peça interna e permite que ela salte para fora.

O grupo criou a Dun-Rite Manufacturing Company para fabricar os dispositivos, mas vendeu a empresa à 3M em 1973. A 3M aperfeiçoou o desenho e continuou produzindo os indicadores até 1991, quando vendeu essa divisão a ninguém menos que a Volk Enterprises.

Nos anos 1970, Anthony Volk inventou seu próprio termômetro para peru. Funcionando ao contrário do indicador que salta para fora, o Vue-Temp de Volk foi projetado para ficar saliente quando a ave estivesse crua e afundar à medida que ela assava. O desenho, porém, parece ter confundido os consumidores. Volk logo o abandonou e criou seu próprio indicador de salto, semelhante ao aparelho Dun-Rite/3M. Na verdade, era tão parecido que a 3M processou a Volk Enterprises nos anos 1980 por violação de patente. A disputa acabou resolvida por acordo, e as duas empresas continuaram a produzir os indicadores.

Embora a Volk Enterprises domine atualmente o mercado de indicadores embutidos para peru, também é possível comprar termômetros de salto separados da ave. O mais inovador, pelo menos na aparência, é um termômetro com formato de peru: suas coxinhas saltam quando a carne fica pronta.

Energia solar em destaque

Introdução

Acione o interruptor. Ligue o aparelho na tomada. Os americanos dependem de um fornecimento constante de eletricidade. De onde vem toda essa energia? A queima de combustíveis fósseis — carvão, petróleo e gás natural — tem sido a maneira mais comum de gerar eletricidade. Mas ela libera gases de efeito estufa que contribuem para a mudança climática global. Embora nenhuma fonte de energia seja perfeita, o uso de fontes renováveis, inclusive a energia solar, vem se tornando uma opção importante.

Os seres humanos utilizam a luz e o calor do sol há milênios, mas só recentemente aprenderam a converter a energia solar em eletricidade. Hoje, pesquisadores enfrentam desafios técnicos e econômicos para tornar essa fonte mais eficiente, confiável e acessível. E pessoas de todo o país — das salas de reunião empresariais às salas de jantar — estão decidindo “adotar a energia solar”.

Energia solar térmica: colocando o calor do sol para trabalhar

O calor do sol é uma fonte importante de energia. Na natureza, o sol aquece a Terra e a atmosfera e provoca a circulação dos ventos. As pessoas aproveitam a energia solar para aquecer casas, secar roupas, cozinhar alimentos e ferver água. Até a Casa Branca começou a utilizar painéis solares para aquecer água durante a década de 1970. Quando concentrada, a energia solar térmica pode gerar vapor para movimentar turbinas e produzir eletricidade.

Eletricidade solar: energia fotovoltaica

Em 1839, o cientista francês Edmond Becquerel descobriu que a luz produz corrente elétrica em certos materiais. Nos anos 1950, cientistas e engenheiros ampliaram essa descoberta até desenvolver a ciência fotovoltaica — a geração de eletricidade pela luz — e inventaram as primeiras células solares. Algumas células podem alimentar dispositivos pequenos, como rádios e calculadoras. Reunidas em painéis, são capazes de abastecer uma casa inteira. Cada aparelho alimentado por células solares representa um dispositivo a menos consumindo eletricidade da rede.

O emprego de energia solar em pequena escala desenvolveu conhecimentos técnicos e criou mercados para aparelhos solares. Também estimulou novas pesquisas sobre materiais e projetos capazes de captar uma parcela maior da energia solar, contribuindo para elevar a eficiência e reduzir custos. Entretanto, armazenar grandes quantidades de eletricidade continua sendo difícil.

Eletricidade solar: um milhão de telhados solares

O Departamento de Energia dos Estados Unidos lançou a Million Solar Roofs Initiative em 1997. Quando o programa federal terminou, em 2005, a Califórnia deu continuidade ao esforço por meio de sua California Solar Initiative (CSI). Com descontos e bolsas de pesquisa, a CSI apoiou quase 500 mil projetos solares. Seu objetivo era gerar eletricidade suficiente para abastecer aproximadamente um milhão de residências até 2018.

Basicamente, à noite e nos dias nublados, uma casa recebe eletricidade da rede. Nos dias ensolarados, porém, a energia excedente do painel solar pode ser enviada à rede. Assim, o edifício se torna ao mesmo tempo consumidor e produtor de eletricidade. Um sistema típico para transformar luz solar em eletricidade inclui um painel fotovoltaico, um inversor de potência e um medidor.

Eletricidade solar: sem conexão à rede

As células solares são especialmente úteis em locais remotos. Engenheiros apresentaram a nova tecnologia nas décadas de 1950 e 1960, escolhendo células solares confiáveis e duradouras para alimentar satélites em missões espaciais prolongadas. Na Terra, o uso fotovoltaico é comum onde as linhas de energia são impraticáveis, indesejáveis ou inexistentes. A energia solar tem muitas aplicações, de sinais de trânsito, retransmissores telefônicos e equipamentos de navegação a cabanas isoladas e estações de recarga.

Eletricidade solar: um novo amanhecer

A energia solar fornece uma parcela cada vez maior da eletricidade americana. O Departamento de Energia estimou que os painéis solares responderam por quase 40% da nova capacidade de geração elétrica do país em 2016. Em comunidades de várias partes do mundo estão sendo testadas inovações que permitem à rede elétrica responder melhor ao aumento do uso de energia solar. Até o Smithsonian decidiu “adotar a energia solar”, instalando painéis em diversos museus próximos ao National Mall.

Sobre a exposição

Durante séculos, inventores e empresários se maravilharam com a ideia de aproveitar a luz do sol para melhorar a vida humana. Solar on the Line apresenta aos visitantes a história do uso da energia solar nos Estados Unidos, tanto como parte da rede elétrica quanto como complemento independente dela. Ao explorar a inovação e a tecnologia por trás da energia solar como fonte renovável, a exposição oferece diferentes perspectivas sobre os possíveis benefícios e desafios dessa tecnologia.

Solar on the Line abriu em 29 de novembro de 2016. A exposição ficava no centro do terceiro andar do Museu Nacional de História Americana do Smithsonian e estava programada para permanecer aberta até 4 de março de 2018. Solar on the Line foi criada por muitos funcionários do Museu Nacional de História Americana e do Lemelson Center, em colaboração.